geração z

Estudos mostram que uma nova geração, chamada alfa, começou a nascer nos últimos dois anos. Isto significa que os nativos digitais da geração Z e os híbridos “on e off-line” da geração Y, ou já são história ou ainda têm uma grande oportunidade de fazer história. A diferença entre ser ou fazer história está na atitude, em como lidar com a cultura de seu tempo e influenciar sua geração.

 

Um estigma atribuído à geração Z, é de ser formada por crianças e jovens tecnologicamente bitolados, superficiais, intolerantes à falta de prazer imediato, que querem saber de tudo ao mesmo tempo, através de um conhecimento horizontalizado e sem profundidade. A própria ONU previu um apagão de mão-de-obra qualificada no mundo pós 2020 em função desta realidade, obviamente, agregada a outros fatores econômicos, culturais e sociais da atualidade.

 

O papel da educação está justamente em prover uma ambiência favorável ao desenvolvimento potencial destes jovens, para que possam transformar a realidade do seu tempo, de forma construtiva. A crise do conhecimento se instala quando as diversas gerações não conseguem uma interlocução inteligente. Há como estimular as atuais gerações a construírem algo novo a partir do legado do conhecimento das gerações anteriores, desde que as instituições responsáveis pela educação (a família e a escola) se permitam aos novos canais de comunicação (a tecnologia), para tornarem-se inteligíveis, interessantes e motivadores.

 

A tecnologia, catalisadora das reações do mundo contemporâneo, não pode ser a vilã da história, nem bode expiatório de possíveis incompetências do sistema educacional. Muito pelo contrário, se canalizada de forma assertiva, pode ser uma aliada para grandes realizações.

 

Muitos das novas gerações, utilizando-se de tecnologias avançadas aliadas ao conhecimento científico, já estão transformando a história que conhecíamos até então, negando ao estigma geracional: quem diria que livros poderiam ter movimento e som; que aulas poderiam ser ministradas a milhares de pessoas, distantes milhares de quilômetros; que pudéssemos visitar museus pelo mundo afora sem sair de casa; que escolas públicas da Índia tivessem aulas de oficina de brinquedos on-line; ou que pessoas de diferentes culturas e idiomas pudessem cantar juntas em um coral virtual… Pois estes são alguns exemplos de grandes feitos tecnológicos de grandes jovens que fizeram diferente e diferença.

 

Muito mais que postar e curtir, a tecnologia tem um imensurável poder de transformar e construir. Mas para tal, deve ser tratada com a mesma profundidade cobrada dos nossos jovens em suas relações com o conhecimento. A tecnologia também não pode ser encarada de forma superficial e horizontal pelas instituições educacionais e, muito menos, pelos educadores. Não bastam joguinhos banais no laboratório de informática. A tecnologia não deve ser apenas ferramenta de substituição do quadro-negro ou do caderno. Deve ser plataforma de criatividade, interatividade, relacionamento, troca, geração colaborativa de conteúdo, solução de problemas, conveniência, praticidade, conhecimento, inovação, diversão e por aí vai…

 

Em lugar do pensamento cartesiano, a ideia é adotar um pensamento matricial, aonde a sequência lógica em que acostumamos organizar a apreensão do conhecimento, dá lugar à interação simultânea entre as conquistas do passado, os movimentos culturais do presente e as projeções de futuro. Esta interação se faz efetiva a partir de uma inteligência que converge todas as gerações em uma única – quem sabe geração C, já que letras são tão importantes – “c” de contemporânea, conectada, consciente, crítica, capacitada, construtora, colaborativa, criativa, científica, cristã, …, não definida pela idade e, sim, pela competência de entender o mundo para, então, transformá-lo em um lugar melhor.

Sobre o autor

Criador de novos conceitos e da Novos Conceitos

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